Era ver a cara de fuinhas contente (com a devida vénia e salamaleques subservientes, meritíssimo...) do juiz-chefe, por assim dizer, ao anunciar que não adiantava de nada que o país inteiro, psicólogos incluídos, estivesse contra a ideia de retirar a desgraçada da miúda-esmeralda a quem a amou e lutou por ela, durante anos. No fim, o primeiro juiz, que errou, acabou por ganhar. Este caso, tristíssimo, no que reflecte do corporativismo impune, em Portugal, mostra bem que quando se trata de luta de poder, de mostrar who's the boss, sacrifica-se o que for preciso.
Repugnante, apenas.
ps: na mesma cerimónia fantoche, foi curioso ver o sempre justiceiro chefe dos advogados, a zangar-se porque se violou a sacrossanta paz dos escritórios de advogados "com vista a obter provas contra os seus clientes". Ora, se os clientes são uns escroques e os advogados retêm provas disso, não só se deveriam fazer buscas, como engavetar os próprios advogados que as sonegam, com plena consciência, à justiça... Digo eu, que não fui colega de nenhum na Faculdade de Direito...



